Meu Perfil: Brasileira,Catarinense.

Amo minha Família, meus amigos, os animais, a Natureza.

Adoro fotografar, ler, escrever, editar imagens.

Não suporto preconceito, ignorância, violência, mentiras.

Religião: todas...pois cada uma tem sempre algo para ensinar.

Meus Bebês: Bisteca e Maria Catarina.

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IARAS E SEREIAS

IARA - O MISTÉRIO DOS RIOS

IARAS moram nas águas dos rios. São criaturas lindas, dizem alguns índios brasileiros. Como são solitárias, encantam os barqueiros para levá-los até o fundo das águas, de onde nunca mais voltam.
Na Austrália, os aborígines contam a história das JOVENS DAS ÁGUAS. Essas jovens foram condenadas a habitar eternamente as profundezas aquáticas. Sonhavam em voltar para o mundo dos homens, mas isso lhes era impossível. Com o passar do tempo, seus corpos se tornaram esverdeados e escorregadios. Os seres humanos que conseguiam vê-las pensavam que eram apenas peixes enormes nadando nos lagos.
Na Europa contam-se histórias de ONDINAS, as damas dos lagos. Ocupam o espaço secreto do leito dos rios e cavernas ocultas pelos véus das cachoeiras. Amam a música. Por isso, fazem as águas doces das cataratas e corredeiras entoarem melodias cristalinas que tranquilizam os seres humanos e inspiram o canto dos pássaros.
 
Agora, repare: nossa Iara também mora nas águas, canta como uma sereia e é linda como uma fada. Os elementais são criaturas universais. Isso quer dizer que a maioria das crianças do mundo já ouviu ou leu alguma coisa sobre eles. As sereias e fadas, por exemplo, que aparecem em várias lendas e contos, são elementais.

SEREIA - A CRIATURA DOS MARES

SEREIAS são o encanto dos mares. Têm uma voz maravilhosa. Quando se sentem sós, deixam o fundo do mar e vão até as pedras das praias. Se nesses momentos mágicos surgir um navio ou barco, um dos tripulantes certamente será enfeitiçado.
As sereias podem assumir a forma de pássaros maravilhosos, mulheres com cauda de peixe ou com asas. São belíssimas. Gostam de jóias e roupas. Por isso, às vezes são vistas perto de escombros de navios naufragados em busca de objetos preciosos. Dormem durante o dia e cantam à luz da lua. Seus palácios são deslumbrantes. Antigamente, as sereias também eram conhecidas pelo nome de Fata Morgana, que nas línguas alemã e italiana significa "miragem".



- Postado por: Jane Marie às 03h09
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DUENDES

O BAGUNCEIRO

DUENDE é um demental notumo que desaparece antes do amanhecer. Inventa todo tipo de brincadeira para se divertir e, como não gosta de solidão, escolhe crianças como companheiros.
Mas, como só vive à noite, enfrenta um grave problema: as crianças estão do unindo e não conseguem acordar para brincar. Então, o duende acabou criando muitos truques para despertar quem está dormindo profundamente: arranca o lençol da cama, coloca as mãozinhas geladas no rosto do dorminhoco, faz cocégas nas pontas de seus pés. Quando nem assim consegue acordar os amigos escolhidos, arrasta os móveis da casa, joga pedrinhas pela janela e tira os brinquedos do lugar. A melhor maneira de acalmar um duende é deixar um copo de leite no criado-mudo para que ele possa tomar um golinho. Assim, ele se sente feliz e alimentado, limpa a casa, encontra coisas perdidas e as recoloca no lugar.
Existe um livro muito famoso sobre um duende que costumava se esconder atrás das cortinas para ouvir as histórias que uma menina chamada Wendy contava a seus irmãos. Você já adivinhou o nome dele?
Descubra por sua conta, porque agora vamos falar do saci, o duende das matas brasileiras.

SACI - O DUENDE DAS MATAS

SACI é um elemental parecido com um garotinho negro de uma perna só. Quando uma pessoa entra na floresta virgem com a intenção de destruí-la, o saci lhe prega peças. Prepara armadilhas e lhe dá sustos de arrepiar. Mas é amoroso e protetor com os amigos humanos, impedindo que cobras e aranhas os ameacem. Sua brincadeira predileta é esconder-se dentro de um redemoinho ou então, fingindo ser um pequeno vagalume, espionar pessoas. Se quiser conquistar um saci, dê-lhe um pratinho de doces e ele jamais se esquecerá de você.



- Postado por: Jane Marie às 03h07
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DIFERENÇA ENTRE GNOMOS E DUENDES

Você sabe qual é a diferença entre gnomos e duendes? Quase ninguém sabe. Mas é fácil descobrir a resposta.

GNOMOS são de carne e osso como nós. Têm corpos sólidos e arredondados, rostos corados e sorriso encantador. Parecem homens e mulheres pequeninos. Zelam pela harmonia da natureza. São os eternos guardiões-do universo.

DUENDES são elementais; criaturas sem corpo físico, espectros de luz. Podem assumir diversas formas e, para isso, absorvem um pouco da energia dos seres humanos, juntando essa energia roubada à força dos quatro elementos da natureza: o fogo, a terra, a água e o ar. É por isso que dizemos "elementais".
Os elementais têm orelhas pontudas, olhos vermelhos, a pele quase transparente. Parecem uma mistura de planta, bicho e gente. Adoram brincar, criar confusão e fazer muita folia. São eternas crianças.
Encontros com gnomos são raros e inesquecíveis. Ainda há muito segredo em torno deles. Já os elementais fazem parte da vida de qualquer um. Contam-se histórias sobre eles no mundo todo. Assim, vamos começar falando dos elementais.



- Postado por: Jane Marie às 03h03
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OKO

Quando o mundo foi criado, ainda não existia nada plantado. Aqui morava um homem que nada fazia. Este homem se chamava Oko, o nome que ele tinha recebido do grande criador. Um dia, Olorum chamou este velho e lhe disse:
- Olha, eu criei o mundo, porém, faltam as plantações, e eu não sei como fazê-las, como plantar. Você vai ser incumbido desta tarefa. Oko ficou sentado no chão, pensando:
- Que grande incumbência Olorum me deu! O que que eu vou fazer?
Pensou, pensou, e aí se lembrou de que nas suas andanças pelas estradas tinha encontrado uma palmeira, e que embaixo dessa palmeira sempre tinha um molequinho. Esse moleque era muito sapeca e muito sagaz, com um corpo bem reluzente. Ele estava sempre com um pedaço de pau mexendo na terra. Oko se lembrou de que um dia ele perguntou a esse rapazinho:
- Que que estás a fazer? 
E o rapaz lhe respondeu:                                                            
- Você não sabe que a terra mexida e plantada dá frutos? 
- Plantada como? - perguntou Oko.
-E... Agente arruma semente, e tudo isso...  
- Como arruma semente, se ainda não existe árvore, não existe nada? - interrompeu Oko. O molequinho lhe disse:
- Olhe que pra Olorum nada é difícil!
Oko ficou admirado com as palavras do molequinho. Quando Olorum lhe deu essa empreitada, ele logo se lembrou do molequinho. Voltou ao mesmo lugar e encontrou o molequinho sentado embaixo da palmeira, cavando a terra. O buraco já estava maior, e daquele buraco já estava saindo uma terra mais vermelha. Oko peguntou ao menino:
- Por que esta terra está saindo mais vermelha?
- E sinal de que algo de diferente existe nas profundezas da terra. Você vê que eu estou cavando e aqui em cima a terra é mais seca; agora, esta outra parte, é mais molhada, e agora já está saindo uma parte mais densa, mais dura - respondeu o menino, mostrando a terra a Oko.
- Continue a cavar - falou Oko.
Mas, enquanto o menino estava cavando, a madeirazinha que ele estava usando quebrou. Ele aí pelejou, esfregou, esfregou no chão, e fez urna ponta na madeira. O menino estava descobrindo naquele momento uma ferramenta na hora em que ele raspou a madeira no chão. E com ela ele recomeçou a cavar, até que ele deu numa parte ainda mais dura. Ele e Oko começaram a cavar juntos e tiraram uma lasca dessa terra, que era a pedra. Oko disse:
- Vamos fazer algo para a gente cavar a terra. Vamos ver se conseguimos qualquer coisa com aquela lasca de pedra.
O molequinho continuou a trabalhar e Oko lhe disse:
- Eu vou me embora, você veja se sozinho consegue pensar em algo mais útil pra gente trabalhar.
E foi embora, foi embora, foi embora. Foi andando e matutando pelo caminho.
No outro dia, quando Oko voltou, o molequinho estava com o fogo aceso e com vários pedaços daquela pedra no fogo. Quando o moleque fez aquele fogo, ele fez também um canal saindo de dentro do fogo. No que as tais pedras iam se derretendo iam escorrendo e o menino ia formando lâminas. Assim foi criado o ferro. E sabe quem era esse molequinho? Era Ogum, o criador do ferro. Daí em diante, Orixá Oko, o grande rezador e plantador, com suas ideias sobre plantação, colheita e lavoura, e Ogum, com as suas ferramentas para ajudar a cavar a terra, o arado, o machado, a foice e a enxada, continuaram a trabalhar juntos nas plantações, que têm grande importância na criação do mundo.



- Postado por: Jane Marie às 01h51
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ODU OKARAN

Esta história é sobre o Odu Okaran. Okaran tem o poder de reprodução, pois ele é muito fértil. Por isto, Okaran tornou-se muito orgulhoso. O que fez ele? Chamou Exu para os dois fazerem uma parceria e disse:
- Olhe, Exu, você tem um grande poder com Ifá, pois quem traz o mistério para ele é você. E eu sou forte, bonito e brigão. Onde tem uma briga, eu lá estou. Podemos fazer poucas e boas. Mas veja, a casa de Ifá só vive cheia de gente à procura de teus conselhos e revelações, mas ele não lhe dá crédito. E você é o grande responsável pelo que se fala em volta do mundo.
Exu disse:
- Ah, é assim? Eu vou mostrar a ele com quantos paus se faz uma cangalha.
Exu pegou 21 grãos de atarê, pimenta-da-costa, pôs na boca e foi para a casa de Ifá. Chegando lá, se envultou, e quando Ifá foi fazer as adivinhações com o seu rosário, o opelé, nada conseguiu. Exu contou o acontecido a Okaran, que ficou satisfeito e caminhou para a casa de Ifá. Lá chegando, Okaran se sentou à frente de Ifá, que estava muito triste. Okaran foi logo dizendo:
- O que está havendo aqui? Sua casa sempre está cheia de gente e hoje não tem ninguém?
Mas Ifá já tinha ficado desconfiado ao vê-lo chegar, pois não era| costume de Okaran o visitar. Então, Ifá disse:
- Eu desconfio de alguém responsável por esta situação. Mas eu l vou dizer, quem fez isto vai ser de hoje em diante eternamente escravo) de Exu, e vai sofrer, que Exu não é brincadeira. Vai me pagar!
Okaran arregalou os olhos e disse:
- Ora homem, não faz isto! Você não sabe de nada.
- Ora se sei! - respondeu Ifá.
Okaran, a partir daí, ficou dominado por Exu e suas melhores oferendas são as mesmas de Exu. Por isso, não se deve mexer com quem está quieto.



- Postado por: Jane Marie às 01h49
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AMIGOS!

Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita ao seu pai.
Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho.
- Nunca esqueça de seus amigos, aconselhou! 
Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará  de amigos.
Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça  coisas com eles; telefone para eles...

Que estranho conselho! Pensou o jovem.
Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto.Com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!
Contudo, ele obedeceu ao pai.
Manteve contato com seus amigos e anualmente aumentava o número de amigos.

Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.
Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida.
Passados mais de 50 anos, eis o que aprendi:
O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa.
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor fica mais frouxo.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
MAS..... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês.
Um amigo nunca está mais distante do que o alcance do teu coração.
                                     (Recebi por e-mail)



- Postado por: Jane Marie às 05h05
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LENDA CHINESA

Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um príncipe da região norte do País estava as vésperas de ser coroado imperador,
mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato a jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir a celebração, e indagou incrédula:
-Minha filha, o que você fará lá?
Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte.
Tire essa idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de
ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio.
Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês uma semente.
Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu as profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc.

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu.
A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.
Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.

Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.
Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra,
das mais variadas formas e cores.
Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção.
Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações.
Ninguém compreendeu por que ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.

Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz.
A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

"SE PARA VENCER, ESTIVER EM JOGO A SUA HONESTIDADE, PERCA O JOGO, POIS VOCÊ SERÁ SEMPRE UM VENCEDOR"



- Postado por: Jane Marie às 03h53
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A LIÇÃO DA MONTANHA

Pai e filho caminhavam por uma montanha, quando de repente o filho cai, se machuca e grita:
- Ai! Para sua surpresa, ele escuta a sua própria voz se repetindo em algum lugar da montanha: -Ai!
Curioso, o menino pergunta: - Quem é você? E recebe como resposta: - Quem é você?
Contrariado grita: - SEU COVARDE!!! E escuta como resposta - SEU COVARDE!!!
O menino olha para o pai e pergunta, aflito:
- O que é isso? O pai sorri e fala:- Meu filho, preste atenção:
Então o pai grita :
- EU ADMIRO VOCÊ!!! A voz responde: - EU ADMIRO VOCÊ!!!
De novo, o homem grita: - VOCÊ É UM CAMPEÃO! A voz responde: - VOCÊ É UM CAMPEÃO!!!
O menino fica espantado. Não entende.
E o pai explica: - As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade, isso é a VIDA.
A VIDA lhe dá de volta tudo o que você DIZ, tudo o que você DESEJA de BEM e MAL aos outros.
A VIDA lhe devolverá toda a blasfémia, inveja, incompreensão, falta de honestidade que você desejou, praguejou às pessoas que lhe cercam.
NOSSA VIDA é simplesmente o REFLEXO das nossas ações. Se você quer mais AMOR, COMPREENSÃO, SUCESSO, HARMONIA, FIDELIDADE, crie mais amor, compreensão, harmonia no seu coração. Se agir assim, a VIDA lhe dará FELICIDADE, SUCESSO, AMOR das pessoas que lhe cercam.
REFLITA... e melhore sua vida enquanto há tempo!!.



- Postado por: Jane Marie às 22h10
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O ODU OJONILÊ

O Odu Ojonilé era muito respeitado pelas pessoas, que, ao mesmo tempo, lhe traziam muitos problemas, dizendo que ele trazia prenúncio de doença e mal-estar. Ele ficava triste e pensativo:
- Será que o que vale para o ser humano é só o lado negativo?
Ele pensou, pensou, comprou lágrimas-de-nossa-senhora e fio, e começou a enfiar um rosário, sentado na porta de sua casa, muito triste. Então, veio Odu Ossá, cabisbaixo, e disse:
- Boa tarde, Ojonilê! Será que você está com o mesmo problema que eu estou? Eu venho aqui pra nós papearmos. Eu quero conversar com Olorum, ir dar uma queixa das pessoas que ele pôs no aiyê, no mundo. Eu estou sendo acusado de trazer miséria, perdas e morte, e eu estou muito triste.
- É este o meu caso. As pessoas não se tratam, comem tudo o que é ewó, tudo que é quizila, não cuidam do seu ori(cabeça), e com isto vem o desgaste, adoecem e dizem que sou eu o culpado! - respondeu Ojonilê.
- E o meu caso também! - disse Ossá. - As pessoas gastam o desnecessário, não procuram estar em dia com os ancestrais, rogam praga ao seu semelhante, e você sabe que a mesma é dividida. E ainda dizem que eu sou aliado a Iku, a morte!
- Você veja o que é a humanidade! Vamos consultar Orumilá.
Os dois saíram e foram à casa de Orumilá, e fizeram suas queixas. Orumilá ouviu com toda atenção, pois o mesmo nunca deixa ninguém sair de sua casa sem uma resposta consoladora. Ele mandou que Ojonilé, para aliviar a sua tristeza, apanhasse o rosário que ele estava enfiando, mais um ekuru, morim, ovo de pata, acaçá, vela e prato branco, e os oferecesse para os ancestrais, que, por sua magia, iriam lhe dar alívio.
- E eu, meu pai? - Ossá lhe perguntou.
- Você, apanhe uma panela, aberem, cachimbo de palha e um chapéu de palha. Tome isto e vá embora, que você vai encontrar a solução no caminho. Eu vou lhe dar tudo o que você precisar.
Ossá e Ojonilê foram embora, cada um para seu lado. Na primeira curva da estrada, Ossá encontrou dois homens carregando uma rede com uma pessoa deitada. Ossá perguntou:
- O que aconteceu com ele?
- Ah, meu irmão. Faz dia que ele não come, não levanta, não fala. Ele está quase morto.
Ossá, então, abriu o saco que estava com as coisas que Orumilá lhe deu. Pensou no homem e destampou a panela de barro, botou tudo dentro e botou o chapéu na cabeça do homem. Assim, o homem se levantou e começou a falar. Todos da aldeia, que já estavam chegando, bateram palma em homenagem a Ossá. A partir daquele momento, ele foi respeitado, e onde ele passava todos o saudavam. Assim como ele, também Ojonilé, que fez a oferenda para Egun, começou a ser respeitado pelas pessoas.



- Postado por: Jane Marie às 22h07
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TOMAZIA

     

      Existia uma senhora de engenho que criava uma menina muito bonita chamada Tomazia. A mulher começou a desconfiar de que Tomazia
era filha do marido dela. O que fez ela? Chamou uma outra escrava ,que também não gostava muito de Tomazia, e que foi atender atender a senhora toda contente, toda faceira. Tomazia, coitadinha, estava sentada junto a senhora, tecendo. A senhora virou para a escrava e disse:
     _Olha bem para essa negrinha e veja se ela não parece bem com o meu marido.
     _Agora que a senhora tá vendo? - respondeu a escrava. - Ela é a cara dele - Eu pensei que a senhora já soubesse. E o que todo mundo fala.
     Isso foi o bastante para aguçar o instinto perverso da senhora. O que ela fez? Ela pegou um anel de brilhante dela, chegou embaixo de um pé de baobá, que é uma árvore africana, cavou e botou lá a sua jóia. No outro dia ia ter uma festa. A senhora começou a procurar o brilhante, procura o brilhante daqui, procura o brilhante dali, e não achava o brilhante.Chegou ao ouvido do marido e disse:
     _O pior é que a escrava Laura já me disse que quem roubou o brilhante foi Tomazia, que ela viu. Tomazia foi buscar água e estava com btühante no dedo. Quando Laura viu, que reconheceu que o brilhabte era meu, Tomazia pegou o anel e jogou no rio. E eu quero meu brilhante, eu quero meu brilhante.
     O homem então chamou Tomazia, que disse que não tinha roubado o brilhante, e começou a chorar. Naquele tempo, quem  roubava tinha que ser queimado. Então, fizeram uma fogueira, que o castigo de Tomazia era ser queimada na fogueira em praça pública. O dono engenho não queria, porque ele sabia que Tomazia era filha dele, mas  tinha que ser assim. Ele não podia voltar atrás na palavra dele. E lá se foi Tomazia para ser queimada.
     Havia no lugar uma muda, uma mulher que nunca tinha falado. Quando estavam levando Tomazia, e estavam chegando perto da fogueira, a muda, que chegava até a ser parenta da própria senhora de engenho, gritou:

Não mate Tomazia!
Não queime Tomazia!
Não mate Tomazia! 
Não queime Tomazia!
A senhora escondeu o brilhante no pé de baobá.

     Então, todo mundo se levantou e saiu correndo numa algazarra! Quando chegaram ao pé de baobá e cavaram, lá estava o brilhante! Tomazia foi solta. Mas para quem levantava falso testemunho, naquele tempo, e para quem roubava, também tinha castigo. A senhora do engenho então acabou queimada, junto com a escrava que ajudou a condenar Tomazia. E Tomazia ficou como a dona do engenho, pois tudo aquilo era do pai dela.
                      Mãe Beata de Yemonjá_Caroço de Dendê



- Postado por: Jane Marie às 02h32
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O MEALHEIRO

Existia uma mulher, descendente de africanos, que era gêmea. Por isso, ela tinha grande devoção com os Ibêjis. Todo ano, ela guardava dinheiro num mealheiro de madeira para um grande caruru de Ibêjis. Vocês sabem o que é um mealheiro? E uma caixa toda fechada, com um talho em cima, onde só passa uma moeda. Essa mulher era casada com um homem chamado Obasseju, e ela se chamava Familaká. Um dia ela sonhou com os Ibêjis, que lhe diziam:
     _ Olha Familaká, você, este ano, não tem dinheiro para nós, pois seu marido abriu o mealheiro, tirou o dinheiro e lá botou pedaços de ferro e dinheiro sem valor.
     Ele bebia muito e era viciado em jogos de cartas. Ela aí foi ver e balançou o mealheiro para ver como estava. O que fez ela? Chegou ao marido e disse:
    _ Eu tive um sonho que você tirou o dinheiro do mealheiro dos Ibêjis.
    Ele arregalou os olhos e disse:
   _ Olha, me perdoa. Tirei mesmo, abri o fundo depois botei prego lá dentro. Só tem pedra e dinheiro sem valor.
Neste ano, o caruru foi menor por causa da irresponsabilidade deste homem.
                    Mãe Beata de Yemonjá_Caroço de Dendê



- Postado por: Jane Marie às 02h30
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A COISA MAIS BELA DO MUNDO

Um célebre pintor, que tinha realizado vários trabalhos de grande beleza, convenceu-se, certo dia, de que ainda lhe faltava pintar a sua obra prima. Procurando o motivo para realizar seu sonho, pôs-se a caminho e dirigia-se por uma poeirenta estrada, quando encontrou um sacerdote idoso que ele perguntou para onde se dirigia.
- Não sei, respondeu o pintor. Quero pintar a coisa mais bela do mundo. Talvez o senhor possa me orientar.
- É muito simples, disse o sacerdote. Em qualquer Igreja ou crença você achará o que procura. A fé é a coisa mais bela do mundo.
     O pintor prosseguiu a viagem. Mais tarde, passou por uma outra estrada e perguntou a uma jovem qual era a coisa mais bela do mundo.
- O amor, respondeu ela. O amor torna todas as coisas bonitas, suaviza as lágrimas, torna ricos os pobres, faz muito do pouco. Sem amor não há beleza.
     Continuou ainda o pintor a sua procura. Encontrando um soldado exausto fez a mesma pergunta.
- Qual é a coisa mais bela do mundo? O soldado respondeu:
- A paz é a coisa mais bela do mundo. A guerra é a mais feia. Quando encontrar a paz,  pode ter certeza de que encontrou a coisa mais bela.
     "Fé, amor, paz... Como poderei pintá-las"? - pensou tristemente o artista e, bastante desanimado, tomou o rumo de casa.
     Ao encontrar sua própria família, deu como a coisa mais bela do mundo. Nos olhos dos seus filhos estava a fé, o amor brilhava no sorriso da esposa e ali havia a paz de que lhe falara o soldado.
     Desta maneira o pintor fez o quadro com a coisa mais bela do mundo. E, terminando, deu-lhe o seguinte nome: MINHA FAMÍLIA.
                                                Autor desconhecido



- Postado por: Jane Marie às 00h34
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FADA- A CRIATURA DAS LUZES

FADAS podem ser de vários tipos: há as fadas dos bosques, que cuidam das plantas, flores e animais selvagens; as fadas dos campos, que protegem as colheitas dos camponeses; as fadas das montanhas, que controlam os ventos e as neves; as fadas das profundezas da terra, que cuidam dos tesouros secretos da humanidade; as fadas das neblinas, que trabalham junto com as fadas das montanhas.
Mudam de forma quando sentem vontade e gostam de pregar peças nos seres humanos. Às vezes aparecem com o aspecto de velhas e se transformam em lindas jovens ou pássaros.
Fadas levam sorte e felicidade aos lugares por onde passam, mas, se algum dia você encontrar uma delas caminhando pelo bosque, nunca lhe corte a passagem. Elas detestam gente que se coloca à sua frente, e não há nada pior do que uma fada irada. E jamais espie o banho das fadas na cachoeira. É um ritual mágico e secreto. O adulto ou criança que perturbar o passeio ou o banho de uma fada mergulhará no mundo da fantasia e dificilmente voltará para a vida real.
No Oriente se diz que as fadas são as tecelãs das nuvens, como você pode ler na lenda anônima chinesa que segue.

OS ESPELHOS DAS FADAS CELESTES

Você já ouviu falar no palácio celeste? É lá que moram as fadas chinesas. Passam os dias tecendo nuvens. São elas que emprestam às nuvens formas de animais, de brinquedos e até de algodão-doce. Mas não pense que levam uma vida divertida. No céu, todos os dias são iguais. Foi por isso que, certa vez, duas fadinhas resolveram:
— Vamos conhecer a Terra? Quem sugeriu foi a mais velha. A mais nova concordou imediatamente, mas disse:
— Partiremos em segredo. O imperador, nosso pai, nunca permitiria essa viagem.
Desceram à Terra e escolheram duas velhinhas para proteger. Com o tempo, seus corpos perderam a transparência e as fadas chinesas passaram a ser confundidas com seres humanos. Conheceram crianças, trabalharam como atrizes e pintoras. Não se lembravam mais da antiga vida no céu.
Só depois que as fadas já estavam na Terra havia cem anos foi que o imperador descobriu a ausência delas. Isso porque no Céu o tempo demora para passar. As Outras fadas disseram ao pai celeste que suas irmãs tinham desaparecido havia apenas sete dias. Mesmo assim, o imperador ficou furioso. Quando ele se aborrecia, os céus se turvavam. Cada grito que soltava se transformava imediatamente num raio luminoso. Cada gota de suor que brotava de sua testa se tornava uma horripilante tempestade.
Na Terra, as fadinhas, ao verem as chuvas torrenciais e ouvirem os trovões, lembraram-se da voz do pai.
— É preciso voltar — concluiu a mais velha. — Se não regressarmos, papai destruirá a Terra; nossos amigos sofrerão, traremos dor e danos àqueles que nos acolheram.
Tristes, as fadinhas se despediram de todas as crianças das quais tinham ficado amigas e subiram pelo caminho do céu. Sabiam que seria difícil retornar à Terra, pois de agora em diante o imperador as vigiaria eternamente.
— Eu gostaria tanto de voltar a ver a Terra — disse a mais jovem.
— E eu, de oferecer um presente para as crianças... — acrescentou a mais velha.
Foi então que tiveram uma ideia maravilhosa: tiraram os espelhos mágicos das longas mangas de suas vestes, que era onde costumavam guardá-los, e os lançaram na Terra. Os espelhos desceram tão rápido que os olhos humanos não foram capazes devê-los rodopiando no ar. Quando caíram, se transformaram em dois lagos redondos, cintilantes e cristalinos. Suas águas eram doces e límpidas, refletindo perfeitamente as florestas, as colinas e os rostos das crianças.
Até hoje, sempre que uma criança nada nas águas desses lagos, situados na China e no Vietnã, sabe que recebe a proteção das fadas celestes, que continuam a tecer as brancas nuvens dos céus.
                                                           (Lenda anônima chinesa)



- Postado por: Jane Marie às 22h59
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O NAVIO E O FAROL

Dizem que o diálogo abaixo é verídico, e foi travado em  outubro de 1995 entre um  navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá,  próximo ao litoral de Newfoundland.
Os americanos começaram na  maciota:
- Favor alterar seu curso 15  graus para norte para evitar colisão com  nossa embarcação. 
Os  canadenses responderam de pronto:
 - Recomendo mudar o SEU  curso 15 graus para sul.
O americano ficou  mordido:
- Aqui é o capitão de um navio  da Marinha Americana.
 Repito, mude o SEU  curso.
Mas  o canadense insistiu:
- Não. Mude o SEU curso  atual
O  negócio começou a ficar feio. O capitão americano berrou ao  microfone:
 - ESTE É O PORTA-AVIÕES  USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO  ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTROYERS,  TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU  EXIJO QUE VOCÊS
MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA  NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS  PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO  NAVIO.
E o canadense  respondeu:
- Aqui é um FAROL,  câmbio!

Às vezes a nossa arrogância nos faz  cegos...  quantas vezes criticamos a ação dos  outros,
quantas vezes exigimos mudanças de  comportamento  nas  pessoas  que vivem perto de nós quando na  verdade nós é que deveríamos mudar o  nosso rumo... 



- Postado por: Jane Marie às 00h09
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DOIS REMOS

"Um viajante ia caminhando às margens de um grande rio.
Seu objetivo era chegar à outra margem. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte.

A voz de um homem de idade avançada, um barqueiro, quebrou o silêncio, oferecendo-se para transportá-lo.

O pequeno barco envelhecido era provido de dois remos de carvalho. Logo os seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo.

Ao colocar os pés dentro do barco, o viajante observou que eram duas palavras. Num dos remos estava escrito ACREDITAR e no outro AGIR.

Curioso, o viajante perguntou a razão daquelas palavras nos remos. O barqueiro então pegou o remo chamado ACREDITAR e começou a remar. O barco começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo chamado AGIR e começou a remar. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou simultaneamente, e o barco impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas, chegando ao outro lado do rio.

Então, o barqueiro disse ao viajante:
__Este porto se chama AUTOCONFIANÇA.

É preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-lo".



- Postado por: Jane Marie às 00h54
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